Queixas apresentadas durante a recente Presidência Aberta e Inclusiva do estadista moçambicano, Armando Guebuza, à província de Sofala, reflectem a letargia do Estado na garantia dos direitos da população ao acesso à justiça.
Desde 1983, Orlando Fadias Cadeado, antigo combatente, aguarda em vão pela reparação dos seus direitos. Ele trabalhava para a antiga Comissão Nacional para as Aldeias Comunais e com a extinção deste órgão, em 1983, ele foi integrado na Direcção Provincial da Agricultura (DPA) em Sofala, onde até agora recebe abaixo da metade do ordenado que alega ter direito. “Quando cheguei à DPA disseram que o salário que eu vinha recebendo como capitão era similar ao que aquela instituição pagava a um chefe de Departamento. Por isso, decidiram baixá-lo”, disse Cadeado, que apresentou a sua queixa ao Presidente Armando Guebuza, durante um comício popular realizado na localidade de Mutua, posto administrativo de Mafambisse, distrito de Dondo.
“Sentindo-me injustiçado, nunca parei de fazer pressão às autoridades da província e, por isso, cheguei a ficar suspenso do trabalho durante nove anos”, acrescentou.
Cadeado diz ter mantido encontros com vários dirigentes e já fez seis exposições endereçadas a vários governantes, incluindo duas para Armando Guebuza, primeiro como Ministro dos Transportes e Comunicações e mais tarde na sua qualidade de Presidente da República.
Contudo, as decisões nunca foram implementadas na DPA em Sofala devido à negligência ou má-fé de alguns funcionários daquela instituição, acusa o queixoso.





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