Greve de docentes na “Mussa Bin Bique” em Quelimane.
Através do despacho número 56/GR/UMB/2012, o vice-reitor para Administração da Universidade Mussa Bin Bique, Ali Ussene, suspendeu a direcção interina da instituição em Quelimane, Zélio Ceia, Célia Faquir e Maria Lourenço. Segundo o documento que está em nosso poder, o delegado interino usou falsas qualidades de delegado daquela universidade na província da Zambézia. Igualmente, as suas duas colegas são igualmente acusadas de usar falsas qualidades de membros da comissão instaladora, sem prévias nomeações.
De acordo com José Gilberto, director científico da instituição, que se encontra em Quelimane desde segunda-feira a assumir interinamente o cargo de delegado, explicou que o referido despacho está a vigorar desde o dia 28 do mês Maio. José Gilberto, que se faz acompanhar pelo chefe do departamento Jurídico da universidade, Rui Catoma, explicou ao nosso jornal que a sua presença visa normalizar o funcionamento daquela instituição em Quelimane.
Segundo Gilberto, a suspensão daqueles quadros, por sinal funcionários, prende-se, por um lado, à desorganização que a delegação de Quelimane está a viver nos últimos dias, sobretudo no que tange ao não pagamento de salários aos professores, e, por outro, a uma alegada intimidação e ameaças que estes faziam aos restantes funcionários, por terem relações com o Centro de Formação Islâmica (CFI), com sede na cidade da Beira, atrapalhando a dinâmica do trabalho.
De acordo com o director científico, àqueles funcionários vão ser instaurados processos disciplinares, dentro dos próximos dias. o referido processo vai ditar se permanecem ou não na instituição. Questionado sobre informações postas a circular, de que a antiga direcção, composta por Amílcar Marremula - por sinal delegado da instituição -, Luciano Ramboia - chefe da contabilidade e de recursos humanos -, e Francisco Melhor encontram-se neste momento suspensos por ordens da direcção máxima da universidade Mussa Bin Bique, acusados de desvio de fundos de pouco mais de 1.5 milhão de meticais, José Gilberto disse que “este é um assunto que não vou comentar, porque o assunto diz respeito ao CFI, com o seu fórum na cidade da Beira”. José Gilberto explicou que “eu sou funcionário da universidade e não do CFI, por isso, não posso responder sobre este fórum. O elo de ligação entre a universidade e o CFI é o reitor e os seus dois vices, neste sentido, a minha missão é garantir que o funcionamento não seja afectado por indivíduos externos”. Gilberto deu a conhecer que os funcionários ora suspensos formam indicados pelo CFI e não pelo reitor da instituição.
Leia mais na edição impressa do «Jornal O País»





Comentários