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Ao decidir construir mais de 1500 novas sedes do partido em Sofala
O secretário-geral da Frelimo, Filipe Paúnde, nega que a decisão de construir 1 628 novas sedes do partido ao nível dos comités de zona, círculo e células, em toda a província de Sofala, com especial enfoque para a cidade da Beira, seja um recuo na luta pela posse dos imóveis em disputa com o Conselho Municipal da Beira, liderado por Daviz Simango. É que este último, depois de uma decisão desfavorável, em tribunal de primeira instância, decidiu recorrer da sentença ao Tribunal Supremo.
“Não tem nada, absolutamente nada a ver com essa questão da disputa das sedes com o Município da Beira”, referiu.
A decisão de construção de novas células na Beira foi tornada pública há dias, durante a realização da III sessão ordinária do comité provincial de Sofala, havida semana finda na Beira.
Para Paúnde, aquela decisão é resultado do programa interno do partido, o qual prevê a construção de novas sedes, a reabilitação de sedes distritais degradadas, bem como o redimensionamento das células pelo país.
“Se puder ver, a construção de novas sedes não decorre apenas em Sofala, nas outras províncias está em curso um processo similar, isto porque este é um programa traçado pelo partido e que agora está a ser implementado”, explicou Paúnde.
Encargos financeiros
Ainda não foram revelados os montantes a serem envolvidos neste processo de melhoramento das condições infraestruturais do partido.
O secretário do Comité Central para a Administração e Finanças, Aiuba Cuereneia, sublinhou que a construção das referidas sedes não terá um tostão sequer das contas do partido ao nível central.“Não há quaisquer montantes dos fundos do Comité Central para se erguer essas sedes. O facto é que as sedes devem resultar da contribuição voluntária dos militantes, é assim como os membros da Frelimo participam para o trabalho do partido”, explicou Cuereneia.
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