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Destituído de um cargo de eleição?
A visita do secretário-geral da Frelimo, Filipe Paúnde, já começou a surtir efeitos. Na última sexta-feira, Paúnde destituiu o primeiro-secretário da Zambézia, David Manhacha, que estava naquele cargo desde Junho de 2007. Paúnde indicou o actual secretário para Mobilização e Propaganda da Frelimo naquela província, Rodolfo Uarela, para o substituir interinamente e assegurar os destinos da Frelimo, até à realização de eleições, previstas para o mês de Setembro.
As razões da destituição
Informações postas a circular indicam que a figura de Manhacha não era muito bem vista no partido, e alguns membros da Frelimo naquela parcela do país, que por diversas vezes mostraram descontentamento com a forma como dirigia os destinos do partido.
Aliás, os camaradas andavam divididos, assumindo Manhacha como um entrave ao desenvolvimento do partido. Defendem que a Frelimo na Zambézia virou um partido de intrigas e calunias, tudo no princípio de dividir para reinar.
Ninguém avançou as reais motivações que levaram Manhacha a deixar as funções. O SG da Frelimo apenas disse, em conferência de imprensa, que “o partido decidiu dar ar fresco ao Comité Provincial daquele partido”.
Já o porta-voz da Frelimo, Edson Macuácua, falando ao “O País”, defendeu que aquela é uma situação normal de racionalização e mobilidade de quadros.
Na tentativa de desdramatizar as informações postas a circular segundo as quais Manhacha não reunia consenso no seio dos militantes da Frelimo, Macuácua destacou que o ex-primeiro secretário foi indicado para novas funções, que até aqui constituem “segredo dos deuses”, porquanto o próprio SG da Frelimo não as revelou.
“Não confirmo essas informações, na verdade, é uma especulação. Nós, na Frelimo, pautamos pela racionalização e mobilidade dos quadros, para melhorarmos a nossa eficácia”, defendeu Macuácua, para de seguida acrescentar que “é uma situação normal no partido”.
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