Fiscalização parlamentar aos círculos eleitorais.
“É muito preocupante este cenário, porque é o nosso dinheiro, são nossos impostos que anualmente são distribuídos a pessoas e elas vão comer e não fazem nada de concreto para devolver o fundo”, retorquiu James Njiji.
Os deputados pela bancada do Movimento Democrático de Moçambique (MDM) estão bastantes apreensivos com a forma como está a ser gerido o fundo de Desenvolvimento Distrital (FDD), vulgo “Sete Milhões”.
Numa visita de trabalho ao distrito de Chibuto, província de Gaza, no âmbito da fiscalização parlamentar aos círculos eleitorais, os deputados constataram um fraco índice de reembolso do dinheiro deste fundo. É que dos 42 milhões de meticais que já foram desembolsados pelo Conselho Consultivo, desde 2008, apenas 3 milhões foram devolvidos, ou seja, pouco mais de sete por cento.
“É muito preocupante este cenário, porque é o nosso dinheiro; são nossos impostos que anualmente são distribuídos a pessoas e elas vão comer e não fazem nada de concreto para devolver o fundo”, retorquiu James Njiji, deputado do MDM.
Para o mesmo, o próprio estado está a violar os mecanismos de boa gestão de finanças públicas e as regras básicas de contabilidade.
“É muito estranho que desde 2008 financiaram projectos que nem sabem onde estão. Mostraram-nos apenas um projecto de estofaria e nada mais. Aliás, uma regra básica de contabilidade é que o dinheiro não sai para o mesmo sítio enquanto não se justificar o valor anterior. O que acontece é que todos os anos são mais sete milhões a ser distribuídos e nunca voltam. Isto já não é crédito, é distribuição”, disse agastado.





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