
Comissão Permanente Moçambique e Zâmbia.
“O problema é que este tipo de crimes envolve redes organizadas e com ramificações em muitos países”, dissse Joaquim Bule.
O director do Gabinete de Relações Internacionais no Ministério do Interior (MINT), Joaquim Bule, diz que nenhum país pode combater com eficiência o fenómeno da imigração ilegal e os crimes transfronteiriços se trabalhar de forma isolada.
Bule falava ontem, em Maputo, durante a VI Sessão da Comissão Conjunta Permanente de Defesa e Segurança entre Moçambique e Zâmbia.
O encontro enquadra-se no âmbito da cooperação bilateral entre os dois países e tem em vista a troca de informações sobre a situação política e de segurança e a análise das questões prevalecentes ao longo da fronteira comum.
Assim, a problemática da criminalidade transfronteiriça e a utilização de fronteiras da Zâmbia e de Moçambique por imigrantes ilegais teve especial enfoque na reunião conjunta.
“O problema é que este tipo de crimes envolve redes organizadas e com ramificações em muitos países, por isso, temos de nos juntar e trabalhar em conjunto para combater estes males”, considerou.
Falando num briefing concedido à imprensa, o porta-voz da VI Sessão, Joaquim Bule, considera que o processo de reafirmação da fronteira comum entre Moçambique e Zâmbia foi concluído em Junho deste ano e que, neste momento, tem se registado poucos incidentes.
“Foi concluído com sucesso o processo de reafirmação da fronteira e até à V Sessão restavam 192 quilómetros. Chegou-se a conclusão de que os dois países já poderão passar para a etapa seguinte, que é a de seguir os procedimentos estabelecidos para que o mesmo seja submetido às instâncias apropriadas, nomeadamente ao nível da União Africana e das Nações Unidas”, explicou a fonte.





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