Transferência da cimeira da UA de Malawi para Addis Abeba.
E as reacções de alguns analistas moçambicanos não tardaram a chegar. Iraê Lundi e António Gaspar, ambos académicos e analistas do Centro dos Estudos Estratégicos e Internacionais, consideram que a presidente do Malawi, Joyce Banda, tomou uma decisão correcta para o bem da nação malawiana.
Lundi diz que do ponto de vista de política interna do Malawi, é uma decisão correcta e aplausível da estadista malawiana. “Temos que tomar em consideração que o Malawi está a respeitar o tratado de Roma do qual é subscritor, daí a sua posição. Também temos que ver que Omar al-Bashir esteve a sensivelmente dois anos no Malawi e as consequências dessa presença foram notáveis”. A académica considera ainda que aquele país da África Austral está numa posição económica frágil e, por isso, é correcto que os seus dirigentes tenham a consciência daquilo que pode ser bom para eles. Por outro lado, Lundi acrescenta que o Malawi tem mais a ganhar da comunidade internacional do que a perder ao não acolher a cimeira da União Africana, pois se encontra numa situação de franca recuperação económica. “Estamos a falar de um país que tem muitas promessas da comunidade internacional.





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