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“Só existe uma Frelimo”

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“Só existe uma Frelimo”
“Só existe uma Frelimo”

O partido Frelimo lançou na sexta-feira passada a celebração dos seus 50 anos de existência e da realização do seu primeiro Congresso.

As cerimónias, dirigidas pelo seu presidente, foram marcadas por diversas actividades, durante as quais Armando Guebuza negou que haja alas dentro da Frelimo.

Após celebrar o dia consagrado aos heróis nacionais, que se celebra todos os anos a 3 de Fevereiro, o partido Frelimo, juntamente com os seus membros e simpatizantes, no campo do Bairro do Aeroporto B, procedeu ao lançamento das celebrações do seu cinquentenário.

Diversas actividades culturais, exposições e, obviamente, discursos marcaram o evento, que será seguido de tantos outros e poderá terminar com a realização do X Congresso, no próximo mês de Setembro.

No seu discurso, o presidente do partido Frelimo, Armando Guebuza, dissipou quaisquer dúvidas ao afirmar que só existe uma Frelimo. “há quem tente dizer que existem duas ou mais Frelimos”, disse o presidente, para quem “melhor que a Frelimo, só a própria Frelimo”. Para o líder da Frelimo, ninguém pode falar em nome daquela formação política que não sejam os seus órgãos (o Congresso, o Comité Central, a Comissão Política, os Secretariados Nacional, Provincial e Distrital).

Para Guebuza, quem envereda por esses caminhos estará a abandonar o seus camaradas e corre o risco de se marginalizar.

O presidente da Frelimo traçou ainda o fio que deverá conduzir a formação política nos próximos 50 anos, que é a vitória contra a pobreza, um Moçambique unido, próspero, em paz e com prestígio firmado no concerto das nações.

Para dar ênfase ao seu pensamento, o timoneiro dos “camaradas” serviu-se de alguns versos do hino nacional para dizer que “esta é a pátria bela dos que ousaram lutar e vencer a dominação estrangeira; esta é a pátria bela dos que ousaram consolidar a nossa independência; esta é a pátria dos que ousam hoje lutar contra a pobreza, no campo e nas zonas urbanas, em todo o nosso Moçambique”.

O dia 3 de Fevereiro, escolhido para o lançamento das celebrações, tem, segundo Guebuza, um grande significado na história da nação moçambicana, pois, nesta data, são exaltadas a vida e a obra dos heróis da pátria dos heróis, com particular destaque para Eduardo Mondlane, o nacionalista que arquitectou a unidade nacional e dirigiu a Frelimo nos seus primeiros anos de existência. “Neste dia, celebramos o pensamento estratégico deste líder visionário que concebeu a unidade nacional como uma forma magnética que nos estrutura como um povo, como uma nação”, sublinhou.

Desta feita, o jubileu de ouro que é celebrado no ano em curso representa, para Guebuza, 50 anos de unidade do povo moçambicano. Um jubileu que comemora 50 anos de luta e de um percurso em que a bravura, o estoicismo, o suor, o sangue, o génio e as mãos dos filhos que a pátria gerou cimentam a moçambicanidade.

Os 50 anos do partido também consolidam, segundo o seu líder, a soberania nacional e valorizam, igualmente, a independência nacional. é um jubileu que celebra a persistência e a vontade indómita de progresso, de dignidade humana e de solidariedade com outros povos do mundo. Por isso, “podemos neste 3 de Fevereiro de 2012 assumir um juramento colectivo a realizar nos próximos 50 anos, dizendo que somos ‘milhões de braços, uma só força’ e que, por isso, ‘oh! pátria amada, vamos vencer’ a pobreza e colocar o nosso bem-estar no pedestal merecido”, reafirmou Guebuza.

As celebrações do jubileu da Frelimo vão culminar com a realização do X Congresso, que se vai realizar entre os dias 23 e 28 de Setembro próximo, na cidade de Pemba, província de Cabo Delgado, norte do país. A escolha da data tem a ver com o facto de ser na mesma em que foi realizado o X Congresso há 50 anos, na vizinha Tanzania.

Leia mais o Suplemento "Especial - 50 anos - Frelimo"  na edição impressa do «Jornal O País»

 

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