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Renamo com armamento escondido?
20 Anos depois do fim da guerra dos 16 anos e da desmobilização das forças armadas da Renamo, a Agência de Informação de Moçambique reporta descoberta de material bélico escondido em matas.
É mais um golpe à Renamo. Depois de Marínguè, as bases clandestinas. Desta vez, foi a Polícia da República de Moçambique (PRM) a exibir o troféu.
Citado pela AIM, a PRM diz ter descoberto e desactivado um esconderijo de armamento contendo diversos tipos de artefactos, supostamente pertencente ao partido Renamo, no distrito de Guro, província de Manica.
A polícia assegurou que o armamento desactivado inclui obuses, morteiros, roquetes de RPG7, granadas ofensivas e de fumo e carregadores de AK47.
Manifestações pacíficas
Esta alegada descoberta da polícia acontece numa altura em que o líder da Renamo, Afonso Dhlakama, diz não temer qualquer tipo de repreensão policial e vem afirmando que está preparado para responder fortemente caso as autoridades intervenham com violência nas manifestações pacíficas para afastar a Frelimo do poder ainda este mês de Janeiro.
PRM confirma o dado como verdadeiro
O porta-voz do Comando-geral da PRM, Pedro Cossa, confirmou, falando ontem a jornalistas, que o material pertence à Renamo e a descoberta do mesmo, escondido algures num bosque, foi graças a uma denúncia de um camponês. Entretanto, Cossa diz que ninguém está detido em conexão com esta operação.
Pouco tempo depois de descoberto, o material, que segundo as autoridades se encontrava em avançado estado de degradação, foi destruído.
“Este material estava em esconderijo, num bosque no distrito de Guro, mas não estava enterrado”, disse Cossa.
Desde Dezembro último, o presidente da “perdiz” vem-se encontrando com os antigos guerrilheiros do partido para traçar estratégias das manifestações pacíficas que vão culminar com o afastamento da Frelimo do poder.
Contudo, segundo aquele partido, a revolução ainda não aconteceu porque falta um encontro entre o líder da “perdiz” e os desmobilizados de guerra deste partido a nível da zona sul do país, um seminário adiado devido ao corte da Estrada Nacional Número 1.
A ser verdade, esta informação só confirma que a zona centro do país ainda possui muitos ex-guerrilheiros da Renamo com armamento, os quais não aceitam ser desarmados.
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