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Só na primeira semana de campanha eleitoral em Cuamba.
Membro da comissão política do MDM diz ser estratégia da Frelimo para desestabilizar, financeiramente, a campanha de Maria Moreno.Até à tarde de ontem, uma semana após o arranque da campanha eleitoral, já totalizava 72 mil meticais o valor despendido pelo MDM em Cuamba, pagando caução ao tribunal judicial daquele ponto do país, para libertação provisória de dois membros seus detidos durante a caça ao voto.
Deste valor, 20 mil meticais foram depositados ontem na conta do Tribunal Judicial do Distrito de Cuamba, pelo mandatário jurídico do MDM, José Armando Chitula. Os mesmos são referentes ao pagamento de caução para liberdade provisória de Carlos Martinho, de 29 anos, membro do MDM e deputado da Assembleia província de Niassa, que se encontrava detido há dois dias acusado de ter raptado e mantido em cárcere privado uma jovem de nome Suzete Ernesto.
Trata-se duma jovem que, semana finda, foi surpreendida pela brigada do MDM a registar endereços, nomes e números de cartões de eleitores no bairro Adine 3. Nessa altura, o MDM entendeu como uma tentativa de viciação de cadernos de votação em preparação duma fraude a favor de Vicente Lourenço.
Assim, as acusações do MDM são como um feitiço que virou contra o feiticeiro, ao resultarem em gastos de 20 mil meticais.
Carlos Martinho, em liberdade provisória, diz que Suzete Ernesto em nenhum momento foi mantida em cárcere privado, mas sim entregue ao Comando Distrital da PRM. Entretanto, o mandatário jurídico do MDM diz que a detenção de Carlos Martinho é ilegal, já que, sendo membro da Assembleia provincial e não ter sido encontrado em flagrante delito, goza de imunidade. Acrescenta que, mesmo em flagrante delito, não seria o Tribunal Judicial de Cuamba a dirimir o seu caso, pois a própria lei atribui tal competência a um tribunal provincial.
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