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Guebuza reitera que as presidências abertas são para continuar

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Guebuza reitera que as presidências abertas são para continuar
Guebuza reitera que as presidências abertas são para continuar

Na abertura da V sessão ordinária do Comité Central (CC) da Frelimo

Com a morte de Luís Tomoce, Elvira Mabunda e Alexandre Meque, Joaquim Veríssimo, Alcido Nguenha e Maurício Vieira  passam a  membros efectivos do CC.

O presidente do partido Frelimo, Armando Guebuza, reiterou que enquanto for Chefe do Estado, vai continuar a realizar presidências abertas pelo país, mesmo com as críticas da oposição sobre os gastos que este tipo de governação acarreta. Guebuza entende que a presidência aberta e inclusa e as suas réplicas têm o condão de aproximar e fazer conhecer os dirigentes ao nosso povo.

Discursando na abertura da V Sessão Ordinária do Comité Central da Frelimo, que arrancou ontem na cidade da Matola, Guebuza afirmou que “a presidência aberta e inclusiva dá, igualmente, ao nosso povo, a oportunidade para colocar directamente as suas petições, queixas e reclamações, proceder à avaliação do desempenho do governo e providenciar conselhos sobre o que deve ser melhorado na acção governativa”.

Segundo Armando Guebuza, num país onde a comunicação social não abrange todo o território, “se quisermos comunicar com o nosso maravilhoso povo, temos que nos aproximar dele, lá onde faz da luta contra a pobreza a sua batalha quotidiana”. Guebuza acrescentou que, nessas situações, a Frelimo não tem “outra alternativa”, até porque consta das promessas eleitorais, e, quando “a Frelimo promete, cumpre”.

Para o partido Frelimo, esta forma de governação faz parte do diálogo que esta formação política procura promover a todos os níveis, com vista à redução da pobreza absoluta.

Segundo Guebuza, o que se pretende com o aprofundamento do diálogo é a mobilização de vontades e disponibilidades, e a construção de consensos nacionais em relação aos melhores caminhos e às formas mais viáveis de realizar o sonho de “sacudir” a miséria e a pobreza no país.

Para Guebuza, este diálogo decorre nos órgãos do partido entre os militantes e entre a Frelimo e o povo. “Como é de esperar, este diálogo não é e nunca será suficiente. O nosso papel, como partido, é assegurar que orientamos os nossos órgãos e as nossas organizações sociais, bem como o nosso Governo e bancada a reduzirem esse défice, procurando acompanhar a rapidez com que os acontecimentos se desenrolam e a responder aos interesses mais especializados da sociedade moçambicana”, disse Guebuza.

Ao longo do seu discurso, o presidente da Frelimo fez uma radiografia das realizações do partido e do seu Governo ao longo dos 35 anos de independência, tendo sublinhado que, não obstante se reconhecer que ainda persistem vários desafios, o país tem estado a registar avanços assinaláveis em várias frentes, pelo que se pode afirmar que “os moçambicanos são menos pobres do que antes”.

Guebuza referiu-se, a título de exemplo, que “a educação e a formação, que no tempo colonial eram negadas ao povo, passaram a estar disponíveis a um número esmagador de moçambicanos. O leque para o acesso ao emprego alargou-se e a área empresarial que estava vedada ao povo tornou-se acessível aos moçambicanos, graças à independência”.

É assim que, segundo Guebuza, se vêem moçambicanos a prosperar em áreas empresariais, como agricultura, comércio, tecnologias de informação e comunicação, transportes, turismo, banca, entre outras áreas de serviços e logística.

“Esta realidade não pode significar que sejamos mais pobres que no tempo colonial. Não! Quando hoje temos acesso à água potável, à maternidade e à energia de Cahora Bassa, não podemos ser mais pobres que durante a noite de dominação estrangeira”, afirmou Guebuza, reconhecendo, porém, que o povo quer mais e que isso é bom.

Agenda da V sessão

Nesta V Sessão do Comité central do partido Frelimo, os “camaradas” vão fazer o balanço do desempenho dos órgãos centrais desta formação política, e aprovar o plano de actividades para 2011 e o respectivo orçamento. A reunião vai, igualmente, consistir no balanço do desempenho da bancada da Frelimo na AR e do governo saído das eleições de 29 de Outubro de 2009.

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