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Exército associado à polícia para restaurar ordem nas minas da RAS

Zuma defende intervenção policial em região de massacre.

Efectivos policiais, apoiados por militares executaram, no fim-de-semana, uma operação de larga escala, em Marikana, de busca a centenas de residências e estalagens colectivas de mineiros.

O ex-líder da Juventude do Congresso Nacional Africano (ANC), Julius Malema, foi impedido, por um forte contingente policial destacado em Marikana, de se reunir com grevistas da mina de platina da Lonmin.

Efectivos policiais, apoiados por militares, no fim-de-semana, executaram uma operação de larga escala em Marikana, de busca a centenas de residências e estalagens colectivas, onde confiscaram uma grande quantidade de catanas, paus e lanças com pontas de aço.

Na mesma operação, as forças policiais dispararam balas de borracha e granadas de gás lacrimogéneo contra os mineiros em greve, que se tentavam reunir nos locais que têm sido utilizados desde os trágicos acontecimentos de 16 de agosto para as suas reuniões e manifestações diárias.

Malema, que tinha anunciado que visitaria segunda-feira as famílias que tinham sido alvo das operações policiais do fim-de-semana, em particular os atingidos pelas balas de borracha, chegou ao princípio da tarde (ontem) a Marikana, mas a progressão dos veículos que o acompanhavam foi impedida pela polícia.

A única explicação dada pelas autoridades para a proibição foi, até ao momento, de que “Malema iria incitar os mineiros à violência”.

O ex-dirigente, que foi expulso do ANC por insubordinação e atentado contra a boa imagem do partido, mantinha-se ao princípio da tarde na área, acompanhado da comitiva, composta por cerca de duas dezenas de pessoas, e o ambiente era tenso.

Algumas vozes têm criticado o executivo por ter imposto na zona das minas de platina um “estado de emergência não declarado”, o que suprime liberdades individuais aos cidadãos, designadamente a liberdade de reunião e associação.

No entanto, a presidência, através do porta-voz Mac Maharaj, insistiu que as medidas em curso destinam-se a pôr fim à violência e que indivíduos como Julius Malema, que têm oportunisticamente utilizado as greves dos mineiros em benefício das suas ambições políticas, devem ser impedidos de operar na área.

Negociação com a Lonmin

A companhia Lonmin propôs ontem um bónus pontual de 1 500 rands para os mineiros grevistas de Marikana, caso aceitem as propostas de aumento salarial já estabelecidas e voltem ao trabalho esta quarta-feira.

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