O Exército da África do Sul está, pela primeira vez, em estado de alerta máximo, desde a instauração da democracia e o fim do apartheid no país.
A preocupação dos militares deve-se a uma reunião entre Julius Malema, um dos líderes da revolta dos mineradores, e soldados de uma base militar na cidade de Lenasia, a Sul de Joannesburgo, segundo informações do jornal “Times Live”.
De acordo com a fonte, o ministro da Defesa da África do Sul, Nosiviwe Mapisa Ngakula, divulgou um comunicado dizendo que “a indisciplina dentro do Exército é uma ameaça para o país”, temendo que Malema possa estimular revoltas trabalhistas dentro das Forças Armadas. Em resposta, a organização “Amigos da Liga Juvenil do Congresso Nacional Africano (ANC)”, liderada por Malema, disse que o encontro servirá para ouvir “as queixas e demandas dos soldados”.
No entanto, os militares entenderam a iniciativa do ex-líder juvenil como uma incitação, já que consideram que as Forças Armadas são uma instituição livre de partidarismos. Em declaração, Ngakula reforçou que o “alerta máximo” é uma medida excepcional, mas que “as intenções de Malema são claras”. Segundo o ministro, “ele quer que as minas sejam ingovernáveis, afectando a economia. No entanto, o país não pode dar-se ao luxo de uma instabilidade similar nas forças armadas. É o Exército que garante a soberania e não permitiremos uma partida de futebol política com essa instituição”, concluiu.





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