Greve de mineiros sul-africanos.
No total, três mil mineiros deixaram de trabalhar, exigindo aumentos salariais na ordem dos 12.500 rands que a companhia de platina Lonmin lhes prometeu no momento em que foram contratados.
Seis mineiros foram detidos após a violência que causou 10 mortos na mina de platina de Marikana, noroeste da África do Sul, disse, ontem, a responsável da polícia local à AFP. “Até agora, prendemos seis pessoas, por diferentes motivos: ameaças, violência pública, agressões, etc.”, indicou a chefe da polícia da região do Noroeste, Zukiswa Mbombo.
Nenhum dos seis homens, com idades entre 20 e 35 anos, foi acusado de homicídio. As detenções tiveram lugar na segunda e terça-feira, precisou Mbombo.
Quinta-feira de manhã, várias centenas de homens munidos de tacos, barras de ferro, catanas e facas reagruparam-se no exterior da mina, explorada pela firma Lonmin. As negociações iniciadas na véspera com as forças da ordem e os responsáveis da mina não resultaram em nada.
Os incidentes começaram na sexta-feira, 10 de Agosto, quando centenas de mineiros desencadearam uma greve. Alguns, encorajados pelo pequeno sindicato AMCU, exigiam 12 500 rands por mês, ou seja, mais do triplo do salário actual.





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