O governo da República Democrática do Congo (RDC), presidido por Joseph Kabila, não vai negociar com os protagonistas de motins do M23 que combatem, desde Abril, o seu exército no leste do país, afirmou, em Kampala, o seu ministro dos Negócios estrangeiros, Raymond Tshibanda.
“Não queremos que eles sobrevivam como movimento ou como ideologia. Não queremos que as suas acções se prossigam”, declarou Raymond Tshibanda a jornalistas, quarta-feira à noite, na capital ugandesa, no final da cimeira dos Estados dos Grandes Lagos, consagrada à situação no leste da RDC. “É isso que nós desejamos e vemos sobre este assunto, não tem como hesitar, não há nada a discutir nem a negociar”, acrescentou. O M23 (Movimento do 23 de Março) é essencialmente composto por antigos rebeldes congoleses do Congresso Nacional para a Defesa do Povo (CNDP), integrados no exército da RDC após um acordo com Kinshasa, a 23 de Março de 2009, e que se amotinaram, em Abril, na região oriental do Kivu-Norte, acusando o governo de não respeitar as disposições deste acordo. Tshibanda acusou, novamente, Kigali de apoiar o M23. “Afirmamos que o Ruanda fornece ajuda e apoio ao M23”, insistiu o ministro.





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