Organização Mundial de Saúde em alerta.
O ministro da Saúde do Uganda notificou a Organização Mundial de Saúde (OMS) para uma epidemia do vírus Ebola no país e que já matou pelo menos 14 pessoas. De acordo com a informação disponibilizada pela OMS no seu site, já foram confirmados 34 casos de infecção por este vírus que causa febre hemorrágica, e foram contabilizadas 14 mortes, mas ainda não foram todas, laboratorialmente, confirmadas, avança o “Público”.
Por agora, a presença do vírus parece estar confinada a uma zona próxima de Kampala, capital do país, tendo aparentemente o primeiro caso surgido na vila de Nyanswiga, onde morreram nove pessoas na mesma casa.
De momento, estão pelo menos duas pessoas hospitalizadas, em situação considerada estável. As duas mulheres deram entrada no hospital com febre, vómitos, diarreia e dores abdominais. Ambas tinham auxiliado algumas das vítimas mortais, mas até agora nenhuma apresentou hemorragias – um dos sintomas característicos da infecção por Ebola.
Conhecidas cinco estirpes
A febre hemorrágica Ebola é fatal nos humanos e primatas e foi reconhecida, pela primeira vez, em 1976, na actual República Democrática do Congo (RDC), tendo recebido este nome por causa do rio Ebola, um afluente do rio Congo.
Conhecem-se, até agora, cinco estirpes distintas deste vírus, sendo que algumas são muito mais agressivas. O vírus dissolve, literalmente, os órgãos internos dos doentes, que perdem sangue pelos olhos e ouvidos e acabam, em geral, por morrer de choque ou paragem cardíaca.
O Ministério da Saúde do Uganda está a concluir um plano de controlo do vírus e criou um grupo específico para acompanhar o desenvolvimento da epidemia. As zonas vizinhas foram alertadas para o risco e estão a ser vigiadas.
O hospital de Kampala também tem uma zona especialmente isolada para os casos suspeitos que acorram à unidade de saúde. No terreno, estão já peritos da OMS e do Centro de Controlo e Prevenção de Doenças (CDC) dos Estados Unidos. Contudo, por agora, a Organização Mundial de Saúde não recomenda qualquer restrição nas viagens para o Uganda.
O presidente do Uganda, Yoweri Museveni, assegurou que “o Ministério da Saúde está a procurar todas as pessoas que tenham tido contacto com as vítimas”. Museveni apelou a que os cidadãos evitem simples cumprimentos como um aperto de mão e situações de sexo ocasional para conseguir travar o avanço da doença. Dados citados pelo diário espanhol El Mundo apontam para duas epidemias de Ebola no Uganda, em 2000 e 2007, sendo que em 2000 fez mais de 200 mortos de um universo de 425 infectados.





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