Resolução do conflito sírio.
O ministro das Relações Exteriores do Irão, Ali Akbar Salehi, advertiu, ontem, o mediador da ONU e da Liga Árabe para a Síria, Kofi Annan, que uma decisão errada sobre o conflito naquele país pode causar “uma catástrofe” na região, pelo que solicitou prudência. “Não podemos permitir que a situação piore, pois isso não beneficiaria ninguém”, disse Salehi em conferência de imprensa com Annan, após a reunião que ambos mantiveram em Teerão.
Annan, por sua vez, assegurou que se o seu plano de paz para a Síria fracassar, pode haver um “desastre”, e explicou que recebeu o apoio do Irão para buscar uma saída para o conflito que começou há um ano e meio e que já causou mais de 11 mil mortes. O plano de Annan inclui, entre outras medidas, um cessar-fogo, a saída das tropas das cidades, a libertação dos presos políticos e o início de um diálogo entre as autoridades e a oposição.
Para Salehi, um “passo errado” no conflito da Síria “pode levar a uma catástrofe” e causar graves problemas a toda a região. O chefe da diplomacia iraniana reiterou a postura de Teerão, um dos poucos aliados do regime de Damasco, de apoiar as reformas apresentadas pelo presidente sírio, Bashar al-Assad.
Segundo Salehi, essas reformas devem levar o povo sírio a gozar dos direitos civis básicos, como eleições livres, pluripartidarismo, liberdade, democracia e independência. Por outro lado, acusou potências estrangeiras - em referência aos EUA e seus aliados, embora sem os citar - de “prejudicar” os esforços de Assad e de agravar a situação do país com sua “ingerência”.





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