Os islamitas que ocupam e controlam Timbuktu (noroeste do Mali) destruíram, ontem, os dois mausoléus da mesquita de Djingareyber, a maior da cidade, que foi incluída na lista de património mundial em perigo da UNESCO, informaram testemunhas a AFP.
De acordo com outra testemunha, os islamitas, aos gritos de “Allah Akbar” (Deus é grande), “avançam contra os mausoléus da mesquita, que estão entre os mais importantes de Timbuktu”. “São muitos e bloquearam as duas principais estradas que levam à mesquita”, disse.
Entretanto, o ministro argelino dos Negócios Estrangeiros, Mourad Medelci, considerou, na segunda-feira, em Argel, que existem “fortes possibilidades” de se encontrar uma solução política para a crise no Mali, cujo norte é controlado por grupos armados, principalmente islâmicos.
A solução política é “uma convicção comum do Magreb. O diálogo entre o governo e as partes malianas é necessário”, acrescentou o ministro argelino.
Enquanto isso, o Senegal “não prevê enviar tropas ao Mali” para participar na reconquista do norte, declarou o presidente senegalês Macky Sall, destacando que os soldados senegaleses já estavam mobilizados em diferentes países de África.
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