ONU fala de guerra civil em larga escala.
O ministério sírio das Relações Exteriores negou, ontem, que exista uma guerra civil no país, e afirmou que trava uma guerra contra o terrorismo, o que contradiz a declaração de terça-feira do chefe de operações de manutenção da paz da ONU, Hervé Ladsous. “A Síria não é cenário de uma guerra civil, mas luta para erradicar o terrorismo e enfrentar os assassinatos, sequestros e explosões”, afirma o ministério num comunicado, no qual destaca que os dirigentes da ONU têm que ser “neutros, objectivos e precisos”.
O responsável das Nações Unidas (ONU) para as operações de manutenção de paz disse que o conflito da Síria se trata, agora, de uma guerra civil à larga escala. Hervé Ladsous salientou, citado pela Reuters, que o governo já perdeu o controlo de “largos pedaços de território” em algumas cidades.
Alguns analistas acreditam que, para Bashar al-Assad, os seus opositores não são uma força organizada, mas simples terroristas. Admitir que o país está em guerra civil seria admitir que a oposição armada se transformou num movimento organizado com forte apoio popular. Do lado oposto da barricada, os opositores ao regime também não gostam da expressão, porque põe a descoberto não uma sublevação popular maciça e idealista com o selo “Primavera Árabe”, mas, antes, uma massa variada de grupos e figuras - uns internos e outros externos - que se reuniram em torno de um objectivo: derrubar Bashar al-Assad.





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