Kony está há quase três décadas foragido dos militares da região, período em que sequestrou dezenas de milhares de menores para engrossarem as fileiras do LAR.
O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, apresentou ao Conselho de Segurança o seu primeiro relatório detalhando crimes graves cometidos contra crianças pelo líder guerrilheiro ugandese, Joseph Kony, e seu temido Exército de Resistência do Senhor (LAR), anunciou a organização, na quarta-feira. Kony está há quase três décadas foragido dos militares da região, período em que sequestrou dezenas de milhares de menores para engrossarem as fileiras do LAR e servirem como escravas sexuais em seus deslocamentos pelas selvas. Milhares de crianças foram mortas pela brutal guerrilha. Entre Julho e 2009 e Fevereiro de 2012, o grupo de Kony sequestrou pelo menos 591 crianças, sendo 268 meninas e 323 meninos, principalmente na República Democrática do Congo, mas também no Sudão do Sul e na República Centro-Africana, segundo o relatório. “As crianças relataram terem sido usadas em várias tarefas, como cozinheiras, carregadoras, guardas, espiãs ou directamente em combates ou como escudos humanos”, disse Ban. “As meninas que passaram um período substancial associadas ao grupo relataram ter sido alvo de exploração e escravidão sexuais, inclusive “casadas” à força com combatentes. Algumas crianças foram forçadas a usar a violência, inclusive matando os seus amigos ou outras crianças no grupo armado.”





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