Investigação policial em França.
Dominique Strauss-Kahn saiu esta quarta-feira em liberdade após cerca de 36 horas de interrogatório numa esquadra de Lille pelos juízes de instrução do caso Carlton, que investigam uma rede de proxenetismo. Mas voltará a ser chamado a depor a 28 de Março, já na qualidade de arguido, por “cumplicidade em proxenetismo, agravada por participar em bando organizado”, e por “abuso de bens sociais, na força de receptação”, segundo “Público”. O ex-patrão do Fundo Monetário Internacional enfrenta penas entre cinco e 20 anos de prisão se vier, de facto, a ser acusado e dado como culpado dos crimes de que agora é considerado suspeito. Em causa estão as “festas libertinas”, como as qualificou, e que levaram a investigação da justiça e chegou a uma rede de proxenetismo no norte de França e na Bélgica. As mulheres que participavam nestas festas eram prostitutas que trabalhavam para Dodo La Saumure (a Salmoura), proprietário de vários bordéis na Bélgica, junto à fronteira. Dodo garante, no entanto, que as mulheres eram “trabalhadoras independentes”. Mas foi com a sua prisão, na Bélgica, que começou a investigação do processo, que em França tem como ponto fulcral o Hotel Carlton, em Lille.





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