O Conselho Sírio diz que veto da Rússia e China representa “licença para matar”.
Em reacção à decisão da Rússia e da China, o conselho de segurança sírio já veio culpar os dois países pelas eventuais “escaldadas de actos de massacre e genocídio”. Este organismo, que representa o maior grupo de oposição ao regime sírio de Assad, apelidou mesmo o veto russo e chinês como um “passo irresponsável” que equivale “a uma licença para matar com impunidade”.
O veto coincide com um dos dias mais sangrentos desde Março de 2011, altura em que começaram os protestos no país. Bombardeamentos na noite de sexta-feira para sábado terão feito pelo menos 250 mortos entre civis.
O primeiro-ministro tunisiano, Hamadi Jebali, pediu a todos os países para expulsar os diplomatas sírios como forma de protesto contra a repressão sangrenta, depois de já ter afastado o diplomata sírio na Tunísia.
Por sua vez, a Irmandade Muçulmana da Jordânia apelou a um boicote dos produtos russos e chineses nos países árabes. “O veto da Rússia e da China neste sábado ao projecto de resolução do Conselho de Segurança constitui uma participação destes dois países no derramamento de sangue na Síria”, disse o chefe da confraria, Hammam Saïd.
“Pedimos o boicote dos produtos russos e chineses nos países árabes e muçulmanos solidários com o povo sírio, que luta pela sua liberdade”, disse numa declaração pública no site oficial da Irmandade, citado pela “AFP”.
O ministro português dos Negócios Estrangeiros, Paulo Portas, sublinhou depois do veto que “todos os países europeus, africanos, asiáticos e os Estados Unidos votaram favoravelmente” a resolução. Para o diplomata, isso representa “um consenso muito alargado”, disse à “TSF”.
Na véspera, a embaixadora dos Estados Unidos nas Nações Unidas, Susan Rice, declarou-se “enojada” pelo veto e disse que “qualquer continuação da sangria (na Síria) vai estar nas vossas mãos”, referindo-se à China e Rússia.
Desde Março do ano passado que grupos de cidadãos sírios revoltaram-se contra o regime de Assad, contagiados pela Primavera Árabe que decorria em vários países muçulmanos do Norte de África, já morreram 5 400 pessoas no país (estimativas da ONU) e cerca de 7 500 sírios já fugiram para a Turquia, em consequência de contínuos embates entre as forças do regime de Bashar al-Assad e a população revoltosa.
TRANSLATE
english
french
spanish
swahili 








Comentários