Depois de triplicar o capital social em princípios deste ano, dos anteriores 1 500 milhão de dólares para os actuais 4 500 milhões, o Millennium bim anunciou recentemente ter atingido um milhão de clientes, facto que segundo o Presidente da Comissão Executiva (PCE), Manuel Duarte, demonstra o esforço de bancarização da economia que aquela instituição tem vindo a empreender.
O Millennium bim existe no mercado moçambicano há 16 anos, período no qual tem vindo a responder ao desafio da bancarização da economia nacional. Qual é o resumo que faz desta história de actuação no país?
O resumo que faço dos 16 anos do Millennium bim em Moçambique é de uma actuação positiva, porque os números de balanço de negócios que temos aqui em Moçambique são, efectivamente, relevantes. Ao fim de 16 anos, conseguimos construir e solidificar uma posição de liderança. Somos o banco mais capitalizado e com maior volume de activos para além de, naturalmente, em termos comerciais sermos um banco com maior número de clientes, balcões, ATM’s e maior distribuição territorial.
E ao nível daquilo que é a carteira de empréstimos do banco, qual tem sido o comportamento, atendendo ao aspecto particular do crédito malparado?
Nos dados de balanço estamos com rácios baixos de sinistralidade de crédito, e essa é a informação que temos também do Banco Central. Isso reflecte um pouco a gestão de risco prudencial que tem sido feita pelo Millennium bim. O tema de determinados desequilíbrios que vocês, por vezes, ouvem falar na imprensa mundial, relativamente aos rácios de transformação dos recursos em crédito, em Moçambique consideramos que aquilo que temos é saudável. O nosso rácio de transformação ronda os 80%. Portanto, não tem nada a ver com outras geografias e outras economias mais desenvolvidas.
O Millennium bim tem apostado num plano de expansão para outros pontos do país que não têm acesso aos serviços bancários. Como a instituição mede o custo e benefício deste processo?
O plano de expansão mostra um futuro com esperança. É um processo que tem noção de um crescimento económico sustentado previsto para Moçambique. Portanto, nós como banco líder do mercado, é com muito prazer que continuaremos com este papel de líder e se for possível reforçando essa posição no mercado. vamos continuar com o nosso plano de expansão no país, tal como temos vindo a mostrar com a abertura de novos postos de atendimento aos clientes. Entretanto, é uma acção que tem que ser compaginada com aberturas em zonas com maior desenvolvimento económico, no sentido de obtermos uma certa recompensa do investimento feito. Lideramos o processo de expansão da banca pelo país. Como disse, estamos em 50 distritos e em dez destes somos o único banco que lá existe. O que estou a dizer é que vamos reforçar esta liderança nos vários pontos do país.
Hoje a banca apresenta-se cada vez mais agressiva, em termos de estratégia para conquista de clientes. qual é a estratégia para fazer face aos outros bancos?
acho que na economia de Moçambique, pelo crescimento que se prevê, há espaço para todos. naturalmente que o Millennium bim, como banco líder e fazendo banca universal, leva uma grande vantagem sobre qualquer outro banco e tem um papel e responsabilidade de liderar o desenvolvimento económico de Moçambique.
O sector agrícola tem se revelado um dos mais sacrificados em termos de acesso ao crédito. Como é que o Millennium bim olha para este sector prioritário da economia moçambicana?
A carteira de activos do Millennium bim está repartida por todos os sectores de actividade. É uma carteira que não tem grandes concentrações e o sector agrícola é um dos sectores em que estamos, decisivamente, a apoiar. Neste momento, estamos a apoiar importantes projectos neste sector. Como disse, somos banca universal e, portanto, temos soluções para clientes particulares e empresas de sectores sejam quais eles sejam.
Como é que o Millennium bim olha para as garantias que o sector agrícola oferece, que em alguns casos são tidas como inseguras para o acesso ao crédito?
Tem que ser uma análise casuística. Naturalmente, temos que entender o que é que os agricultores têm em termos patrimoniais e quais são as acções colaterais que poderemos ter em termos da capacidade empresarial e de gestão de cada agricultor. Mas o que nós fazemos é uma análise casuística e muito profissional, como entendemos que a banca de hoje e dos dias de hoje tem que ser feita.
Quando se fala em acesso ao crédito nos dias de hoje, um dos aspectos para o qual se olha são as reduzidas exigências de garantias por parte das agências de miocro-finanças, quando comparadas aos bancos grandes. Qual é a leitura do bim relativamente às modalidades destas instituições e como pretende manter a liderança no mercado?
Nós temos uma forma de fazer crédito de banca universal. Pela forma como fazemos crédito, temos que ser muito judiciosos no controlo do risco dos activos em que investimos. Portanto, investimos mas com garantias e, efectivamente, como banqueiros profissionais que somos temos que ter um grau de certeza e controlo de risco muito grande sobre onde pomos o dinheiro dos clientes e dos accionistas.
Olhando para aquilo que tem sido o crescimento da economia moçambicana nos últimos tempos assistimos à afluência de importantes investimentos para grandes projectos. Qual é o papel que se reserva ao Millennium bim na dinamização destes investimentos?
O Millennium bim não é um banco de investimentos. Nós somos banco de retalho e comercial e somos líderes enquanto banco de retalho e comercial. Agora, o nosso papel nesses grandes projectos é de apoiar. Portanto, temos relações com os grandes projectos como primeiro banco do país, mas a nossa vocação é apoiar todo o sector secundário e terciário que se desenvolve em volta desses grandes projectos.
Isso para dizer que não têm pretensões de se expandir, neste momento, para estes grandes projectos.
Não, nós estamos em Tete onde existem grandes projectos. estamos, claramente, a abrir sucursais na província. De resto, todos os sectores que gravitam em torno dos grandes projectos são sim nossa prioridade, por forma a aproveitarem as oportunidades criadas pelos grandes projectos.
O que de concreto se pode esperar nos próximos anos, dentro daquilo que é o programa de contínua expansão que o bim tem vindo a anunciar?
Evidentemente que ao anunciar este plano de expansão estamos a investir. A nossa ideia é continuarmos a progredir e aumentarmos a nossa liderança e carteira de recursos. E aumentando saudavelmente a carteira de recursos e depósitos, poderemos crescer positivamente no crédito, o que deverá acontecer de uma forma equilibrada e harmoniosa.
Quais são as perspectivas do banco para os próximos anos, tendo em consideração a dinâmica que tem vindo a tomar a economia moçambicana?
Em termos de perspectivas, já demos sinais claros de que acreditamos num bom desempenho da economia moçambicana para os próximos anos. Quando triplicámos o capital social, passando dos anteriores 1 500 milhão para os actuais 4 500 milhões de dólares, estamos a dar um sinal muito claro ao mercado de quais é que são as nossas reais intenções para os próximos anos. Portanto, a nossa perspectiva para Moçambique é de médio e longo prazos. Acreditamos na economia moçambicana porque as últimas informações que temos lido indicam que o país está entre as quatro economias africanas com o maior ritmo de crescimento para os próximos anos. Portanto, acreditamos que estamos muito bem aqui e queremos continuar a estar e estaremos mais fortes. O plano de expansão que temos insere-se dentro daquilo que é ordem natural das coisas. As coisas estão a correr bem, Moçambique está a crescer e nós estaremos com Moçambique a crescer.
TRANSLATE
english
french
spanish
swahili 








Comentários