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Alargar o horizonte de oportunidades de negócios para o sector privado nacional, a partir dos grandes projectos existentes no país, é o objectivo da conferência a ter lugar no próximo dia 4.
Que impacto se espera desta conferência e que efeitos económicos podem ser traduzidos para o país, se o sector privado souber maximizar as oportunidades criadas por estes projectos?
Nós esperamos que esta conferência possa fazer a ligação entre os projectos de grande dimensão e o resto da economia. Nós sentimos que precisamos de, cada vez mais, trazer os grandes projectos para a nossa economia. e os efeitos económicos obviamente que serão multiplicadores, no sentido de que as oportunidades que nós vamos levar à conferência possam ser aproveitadas pelos empresários, e a partir daí maximizarem os seus negócios, olharem para outras áreas de investimento e tornarem de facto os seus negócios cada vez melhores. Neste momento é possível assistir a uma ligação, mas o que nós queremos é melhorar cada vez mais. Não podemos estar satisfeitos com o que temos. Não nos acomodamos, achamos que é possível fazer mais. Então, o governo decidiu que, sendo possível fazer mais, vamos dar a informação e vamos mostrar aquilo que existe.
Que mais-valia o sector privado pode tirar da sua participação nesta conferência?
Penso que há duas grandes vantagens em o sector privado participar nesta conferência. A primeira é ter a informação. Nós sabemos que há sempre necessidade de informação, e nós vamos levar à conferência muita informação sobre os projectos de grande dimensão e aquilo que eles podem trazer para a economia. Uma segunda vantagem, para além da informação propriamente dita, são os contactos que vão ser criados e que nós vamos proporcionar aos empresários, quer seja com clientes, quer seja com os projectos de grande dimensão e, quiçá, com os grandes patrocinadores desta iniciativa.
Como é que vê o envolvimento das empresas que apoiam esta iniciativa? Poderá este apoio ser entendido como o reconhecimento de que existem ainda oportunidades por divulgar e que esta responsabilidade não se limita às entidades governamentais?
Nós temos dois tipos de apoio neste processo. Primeiro, apoio de empresas interessadas, no sentido de que há empresas que participam no processo porque acham que é uma boa iniciativa, nós fazemos este tipo de ligação. E os projectos de grande dimensão abriram-nos as portas para fazermos este trabalho, porque eles mesmos acreditam que existem oportunidades que eventualmente não estão a ser devidamente exploradas pelo empresariado nacional. e, por isso mesmo, é preciso divulgar, é preciso mostrar, é preciso que as pessoas leiam, refiro-me essencialmente aos empresários, para que possam aproveitar ainda mais as oportunidades existentes. O reconhecimento seria no sentido de que há oportunidades e elas precisam de ser aproveitadas, porque a informação é um instrumento poderosíssimo para abrir oportunidades aos empresários e fazer a ligação entre estes e os grandes projectos.
Os grandes projectos já definiram áreas concretas que gostariam de ver exploradas?
Essencialmente, o que as reportagens nos têm mostrado é que, neste momento, existem ligações com as comunidades que não se circunscrevem à responsabilidade social, mas que vão para além disso. Ligações que têm que ver com o fornecimento de bens e serviços aos grandes projectos. Mas, para além disso, essas reportagens trazem-nos também aquilo que é a componente que ainda não está a ser explorada, ou, então, que está a ser explorada por empresários que não são moçambicanos e empresas que são de fora, o que quer dizer que ainda há espaço para nós, como empresas moçambicanas, participarmos mais no desenvolvimento do país e dos projectos.
Pode a selecção do “O País Económico”, como parceiro na organização desta conferência, ser entendida como reconhecimento de que os media têm um papel fundamental na divulgação das oportunidades decorrentes dos grandes projectos?
Nós temos a certeza de que sem a media não poderíamos fazer absolutamente nada. Temos a certeza de que este é o canal adequado para fazer chegar a informação. Temos a certeza de que a informação correcta e em tempo ajuda a maximizar uma série de situações e ajuda, principalmente, a que os empresários, neste caso, possam ter informação certa em “primeira mão”, uma informação que também vai ajudar a dissipar equívocos que eventualmente possam existir. Nós também sentimos que há muita coisa que está a ser feita pelos projectos de grande dimensão. Para nós, como Estado, a melhor forma de estas acções serem conhecidas pelo público é através da media.
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