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Vietname, esse ilustre desconhecido

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Vietname, esse ilustre desconhecido
Vietname, esse ilustre desconhecido

O primeiro-ministro, Aires Ali, iniciou terça-feira uma visita oficial à República de Vietname.

Com a qual Moçambique coopera nas áreas de agricultura, educação e saúde.

A visita que decorrerá até domingo pretende estreitar a cooperação Moçambique- Vietname que conheceu, nos últimos três anos, um grande salto.

Enquanto as trocas comerciais entre ambos, em 2003, renderam apenas 7,7 milhões de dólares, nos primeiros nove meses de 2006, atingiram mais de 11 milhões de dólares. Nos últimos anos Vietname assinou com Moçambique um acordo visando o envio de técnicos que iriam ajudar na criação de um centro de pesquisa de produção de arroz, com vista a atingir-se a segurança alimentar, investimento na altura calculado em seis milhões de dólares.

Na semana passada, fonte competente da Empresa Nacional de Hidrocarbonetos (ENH) garantiu as intenções do Vietname em investir cerca de 85 milhões de dólares norte-americanos em Moçambique, mais precisamente em obras de construção de um gasoduto para diversas fontes de abastecimento de gás natural no país, directamente da província meridional de Inhambane. A fonte da ENH afiançou que o projecto está a ser analisado pelo Governo moçambicano “e tudo leva a crer que será aprovado”. O investimento vietnamita deverá ser aplicado pela firma Petrovietnam, companhia detida totalmente pelo Governo daquele país asiático, que se dedica à distribuição de petróleo e gás.

Para além de Moçambique, a Petrovietnam pretende investir na exploração de hidrocarbonetos em Angola, medida que se insere no quadro da estratégia de expansão das suas actividades pelo continente africano.

A economia do Vietname
Como país em desenvolvimento, o Vietname teve de recuperar de guerras, do fim do apoio económico do bloco soviético e da inflexibilidade de uma economia demasiado centralizada. Desde 2001, o país reafirmou o seu compromisso com a liberalização financeirae com a integração internacional. Desde essa altura. o Vietname implementou uma reforma estrutural para modernizar a sua economia e gerar indústrias para uma exportação competitiva. O facto de intregrar a AFTA, a Free Trade Area - ou seja a zona franca - da ASEAN (Organização das Nações do Sudeste Asiáticoe a entrada no Acordo Comercial Bilateral EUA - Vietname levou a mudanças rápidas no comércio e nos regimes económicos. As exportações vietnamitas para os Estados Unidos aumentaram 900% entre 2001 e 2007. A entrada na Organização Mundial do Comércio em 2007 garantiu o país no cenário global dos mercados, assim como reforçou o seu processo de reforma económica.

Comércio Internacional
Segundo o Gabinete Geral de Estatísticas do Vietname, em 2009 as exportações rondavam os 56.6 billiões de dólares, numa queda de 9.7%, comparativamente a 2008. As importações no ano passado estiveram nos 68.8 billiões de dólares, uma redução de 14.7%, relativamente a 2008. Embora a queda das importações tenha sido maior que a das exportações, estima-se que o défice comercial de 2009 tenha rondado os 12.2 billiões de dólares, uma redução de 32.1% em relação a 2008.

As empresas com investimento directo estrangeiro contribuiram com cerca de 36% do total das importações em 2009, enquanto os restantes 64% foi feito por companhias nacionais. O total das exportações resulta, nesse mesmo ano, de 47% para empresas com investimento directo estrangeiro (exeptuando as de petróleo) e 53% de companhias locais.

Actualmente, os principais parceiros comerciais do Vietname são o Japão, Singapura, Hong Kong, Taiwan, Coreia e a União Europeia. O comércio com as economias asiáticas constitui cerca de 80% da balança total. Antes de 1990, os principais parceiros do Vietname eram países socialistas, especialmente da União Soviética.

 

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