
Maputo registou avultadas perdas, decorrentes das manifestações dos últimos dias e a Feira Internacional de Maputo não foi excepção.
Nos dias dos tumultos, quase todos os pavilhões estavam encerrados e a ausência de visitantes era notória. Visto isto, algumas personalidades, entre elas empresários, prevêm um impacto extremamente negativo para o evento e consequentemente para a imagem do país
A FACIM teve o seu início, a todo gás, no dia 30 do mês passado. Dois dias depois os organizadores, expositores e empresários no geral foram surpreendidos por uma “convulsão social” que paralizou a cidade de Maputo. As manifestações que ocorreram um pouco por toda a capital do país impediram a deslocação, quer dos visitantes, assim como dos expositores.
Por causa disto, pelo menos na quarta-feira, quase todos os 14 pavilhões disponibilizados para Portugal, Itália, Espanha, África do Sul, Tanzânia, Macau, Zâmbia, Zimbabwe, Quénia, Malawi, Botswana, Indonésia e Suazilândia estavam encerrados. Para o Brasil, no entanto, a fraca afluência de pessoas à Feira, não terá graves implicações. De acordo com Marco Audrá, Director do pavilhão brasileiro, é possível recuperar as perdas e os distúrbios não influnciarão em grande medida o volume total de negócios. Em períodos normais a FACIM tem sido um dos eventos mais concorridos do país com milhares de pessoas a circular pelos pavilhões e outras centenas a trabalhar neles. Contudo, na quarta e quinta-feira, devido às manifestações violentas ocorridas na capital do país, o cenário vivido na FACIM foi totalmente diferente. Uma aparente calma caracterizou a que é uma das maiores mostras do país.
Refira-se que, na presente edição da FACIM, os expositores nacionais, oriundos de todos os cantos do país, totalizam 489. Este número representa um aumento de 133 expositores, em relação ao ano passado.
A presença estrangeira também aumentou, contando-se este ano com 14 países, contra os 8 que participaram no ano passado. No panorama empresarial, participam a título individual este ano 31 empresas na feira, fora as orgaganizações que vão expôr os seus produtos nos pavilhões dos seus respectivos países.
FACIM realiza-se num "Momento Difícil”
Por outro lado, o “O País Económico”, na edição que antecedeu o iníco da Feira, adiantou que o evento se realizava numa conjunctura difícil, tendo em conta a situação económica que o país vive, devido à depreciação da moeda nacional e o consequente elevado custo de vida. Esta ideia faz prever, de antemão, que o número de visitantes do evento possa registar um decréscimo comparativamente aos anos anteriores, mas João Macaringue, presidente do Conselho de Administração do IPEX foi optimista, dizendo que “a apetência das pessoas é de ir lá ver o que de novo traz cada província, cada empresa.
Os países que participam e o nosso pavilhão, que já é uma referência, são apetrechos suficientes para atrair os visitantes. Ademais, no último dia da feira está prevista a realização de um mega-concerto e este é, sem dúvidas, um elemento para atrair mais pessoas”. Uma informação de última hora adianta que a FACIM irá até dia 7, ou seja, na próxima terça-feira.
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