A Arábia Saudita cedeu à pressão dos seus principais clientes, insatisfeitos com o actual preço do petróleo. A descida de preços pode ser barrada pelo Irão, escreve o jornal português Público.
Os preços no barril de brent baixaram no início desta semana, depois de uma escalada superior a 30% desde o início de Julho. Mas os preços continuam a não agradar aos principais clientes do país árabe, que querem os preços por barril na casa dos 100 dólares (76,6 euros, ao câmbio actual) e não nos actuais 115 dólares (88 euros).
De acordo com o “Financial Times”, em Agosto, sete ministros das Finanças dos continentes europeu, americano e asiático contestaram os preços do petróleo à Arábia Saudita. O país árabe, apesar de relutante nas negociações iniciais, terá agora cedido à pressão e aumentado a produção para dez milhões de barris por dia na tentativa de fazer descer o preço do petróleo (um acréscimo de 100 mil unidades).
A Arábia Saudita estará, entretanto, a consultar as grandes refinarias mundiais, aumentando a oferta de petróleo enquanto os preços não descem, avança o mesmo jornal. O nível de produção de barris está tão alto como em Março, mês em que a Arábia Saudita atingiu os dez milhões de barris por dia, algo que não acontecia há 30 anos.
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