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Consumo pressiona produção de frango no país

A importação de frango é um mal necessário.

Por um lado, a indústria avícola queixa-se de concorrência desleal do produto que vem de fora, mas, por outro, a importação é necessária, na medida em que o país apresenta um défice na produção de frango. Neste momento, a capacidade de produção de frango é de 50 mil toneladas perante um consumo que se aproxima das 80 mil toneladas .    

Durante os próximos dois anos, o crescimento de consumo de frango deverá situar-se nos 19% em Moçambique, atingindo a fasquia de 80 mil toneladas em 2014, uma cifra que pressiona a pacata indústria avícola moçambicana. Neste momento, a capacidade de produção de frangos é de, aproximadamente, 50 mil toneladas, pelo que, segundo as previsões da Associação Moçambicana de Avicultores (AMA), o país deverá continuar a importar carne de frango para responder às necessidades de consumo interno, perante a incapacidade dos avicultores locais. 

Há um investimento privado substancial que se tem feito com vista a lançar a indústria avícola nacional, mas os níveis de crescimento estão longe de dispensar a incómoda importação de frango.

De 2007 para 2011, a produção avícola moçambicana cresceu 106%, atingindo a cifra de 47 mil  toneladas, porém, esta capacidade tende a estabilizar-se, devido aos constrangimentos que a actividade enfrenta para a sua industrialização.  

Este crescimento do consumo do frango é explicado, por um lado, pelo aumento de poder de compra dos moçambicanos e, por outro, pelo aumento do número da população moçambicana.    

 A AMA reconhece que a importação de frango é necessária, mas tem de ser regrada, ao mesmo tempo que se criam condições para que os avicultores moçambicanos sejam capazes de abastecer o mercado interno.

A agremiação sugere a sua participação e a do Grupo Técnico da Indústria Avícola (GTIA) na importação de frangos e isenção do IVA na importação de insumos avícolas.      

Em todo o país, a indústria avícola nacional emprega, actualmente, 3.430 trabalhadores permanentes, e cerca de 5.000 famílias praticam avicultura de subsistência como fonte de receitas para suas famílias. Estima-se que, entre 2009 e 2011, cerca de 64.800 famílias produziram milho e soja, absorvidos para a produção de rações.

Alto custo dá azo ao frango importado

A dependência na importação de matérias-primas para a indústria avícola, associada à oscilação do preço das mesmas no mercado internacional, tem contribuído para o alto custo do frango nacional, segundo a directora financeira da Higest, Ana Oliveira.

O frango importado, apesar de pagar o transporte e de estar sujeito às taxas aduaneiras, é mais barato que o frango produzido no país.   

Na ronda que “O País Económico” fez por alguns supermercados da cidade de Maputo constatou que o preço médio do frango nacional é 150 meticais, contra 130 do frango importado. A AMA diz que muita desta importação de frangos não obedece aos trâmites legais e que a mesma continua a afectar os avicultores nacionais. de 2007 para 2011, a importação de frangos teve um crescimento relativo de 32%. este factor tem determinado o tempo de vida de pequenas e médias empresas nacionais de produção avícola. Dados mostram que mais de 50% do frango importado consumido em Moçambique vem do Brasil.

Os custos são agravados pela oscilação do preço das matérias-primas, em particular dos cereais no mercado internacional. É que a ração representa 80% dos custos com a produção do frango, sendo que os restantes 20% dos custos são a água e as vacinas dadas durante o desenvolvimento do produto.

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