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Economia continuará a ser dominada pelos mega-projectos

Os sectores de energia e recursos minerais vão continuar a absorver maior parte do Investimento Directo Estrangeiro, com um peso de 46%.

  Especialistas convidados pelo FNB para uma conferência em Maputo entendem que a agricultura, infra-estruturas e turismo devem merecer uma atenção especial, sobretudo, porque têm maior impacto na criação de empregos.

Os sectores de energia e recursos naturais vão continuar a absorver maior parte do investimento nos próximos cinco anos, com 46% do total investido, levando a que o crescimento seja determinado pelos mega-projectos. Esta visão é da especialista para os assuntos económicos de África, Celeste Facounier, do Rand Merchant Bank (RMB), da África do Sul, que falava ontem em Maputo durante uma conferência organizada pelo First Nacional Bank (FNB), na qual estiveram presentes dirigentes de instituições públicas e privadas e sociedade civil.

No encontro, que se realizou sob o lema “Principais Factores Globais que Afectam a Economia da África Sub-Sahariana”, a oradora avançou que os grandes projectos são, neste momento, os líderes do processo de desenvolvimento do país, sendo importante não perder de vista a agricultura, sector que contribui com 35% dos investimentos e contribui no Produto Interno Bruto (PIB) com cerca até 27%.

Ainda de acordo com a fonte, Moçambique deve importar técnicas de países bem sucedidos na área da agricultura, casos do Brasil e do Japão, coincidentemente os principais actores de apoio ao  desenvolvimento agrário no país, com vários iniciativas, entre as quais o projecto Prosavana – que consiste na importação de técnicas agrícolas daqueles países.

Na óptica da analista de assuntos de desenvolvimento de África, Moçambique observa momentos de crescimento acelerado de Investimento Directo Estrangeiro (IDE), tendência que deverá prevalecer nos próximos anos.

Dados divulgados durante a Conferência mostram uma evolução exponencial do IDE desde a década de 1990, altura em que os números eram de cerca de 10 milhões de dólares norte-americanos, até 2010, quando o IDE era de perto de 800 milhões de dólares. Destaca-se também o papel da China como actor importante no investimento em países pobres da África, incluindo Moçambique.

A par da agricultura, a especialista da RMB recomenda atenção ao turismo, sector que deverá deparar com uma redução de receitas face à crise na Europa e nos Estados Unidos. Celeste Facounier levanta a necessidade de investimentos em infra-estruturas para desenvolver o turismo.

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