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Banco Central prevê descida das taxas de juro e mais crédito à economia

A notícia cai bem aos ouvidos de quem pretende contrair um empréstimo bancário ou que já tem dívida no banco.

O Banco Central diz que ao longo deste ano, os bancos vão emprestar mais dinheiro ao sector privado, em resposta à redução das taxas directoras que tem estado a efectuar desde o início. Reconhecendo que as taxas de juro no país são muito altas, a autoridade monetária alertou para a necessidade de reestruturação da banca.

Esta semana, o Banco de Moçambique anunciou que espera uma redução das taxas de juro praticadas pelos bancos comerciais com o público (custo do endividamento), em resposta às solicitações que tem estado a fazer à banca, através da redução das taxas de juro de referência.

O administrador do Banco Central, Waldemar de Sousa – que no fim do primeiro trimestre revelou que os bancos comerciais não haviam respondido de forma satisfatória ao sinal dado pelo Banco de Moçambique, por não reduzirem as taxas de juro das transacções com os clientes – anunciou que “já há sinais claros de redução das taxas de juro, até este mês de Junho, o que abre espaço para que no futuro os juros continuem a cair, e o crédito à economia continue a expandir”.

“A tendência é clara: futuramente vamos ter taxas de juro mais baixas em 2012, daí a nossa convicção de que o crédito à economia expandirá de forma mais robusta em relação à cifra que se está a registar no presente”, afirmou Waldemar de Sousa.

De facto, as taxas médias de juro praticadas pelos bancos comerciais mostraram uma tendência de redução até Junho, ao saírem 23.68%, em Dezembro do ano passado, para 22.45% em Junho deste ano.

Entretanto, apesar do optimismo, o administrador sublinha que alguns bancos são rígidos na redução das taxas de juro. “Visualizamos, de forma clara, uma tendência de queda das prime rates dos bancos comerciais com a sua clientela, e uma tendência mais rígida nas taxas de juro a retalho. Observa-se, igualmente, um comportamento de alguns bancos para a aplicação de elevados spreads (diferença entre a taxa de juro que os bancos cobram pelos empréstimos a clientes e as taxas de juro que pagam pelos depósitos de clientes).

Sobre a expansão do crédito à economia, o responsável, que falava durante o lançamento do boletim “Conjuntura Económica e Perspectivas da Inflação” (documento que traz informação sobre os desenvolvimentos económicos e financeiros nacionais e internacionais mais recentes), sublinha que “até Junho deste ano tivemos uma expansão do crédito à economia de 9%, quando as nossas estimativas para todo o ano são de uma aceleração desse crescimento para a fasquia dos 23%”.

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