Fazer turismo em Moçambique sai mais caro que em muitos países da região. As passagens aéreas são caras, o preço da estadia e dos bens comercializados nas estâncias é alto, porque há pouca concorrência.
Isto é agravado pelo facto de muitos locais com grande potencial para a prática do turismo não apresentarem condições condignas para o efeito. Não possuem energia eléctrica, água, nem telecomunicações, o que não atrai investimentos. As estradas não estão em boas condições de transitabilidade. Como atrair moçambicanos para estes locais?
Moçambique é dos países da região que melhores condições apresentam para a prática do turismo, e isto já não é novidade. Entretanto, as belas praias ao longo da costa e do interior não são usufruídas pelos moçambicanos de acordo com as expectativas. Não desfrutam também - os cidadãos nacionais - dos parques e reservas, incluindo a biodiversidade local, que a mãe natureza ofereceu ao país.
O Instituto Nacional do Turismo (INATUR) reconhece que os moçambicanos não estão a explorar ao máximo as potencialidades turísticas existentes no país. “Há cada vez mais nacionais a praticar turismo no país, sobretudo nos finais de semana longos e no fim do ano, mas ainda não é ao nível desejável, porque era possível ver mais moçambicanos a viajar ao longo do país e desfrutar do melhor que o nosso turismo oferece”, observou o director de Marketing do INATUR, Jeremias Manusse.
Dos males que inviabilizam a prática do turismo doméstico em Moçambique, aparecem no topo os preços das passagens aéreas, o custo das estadias e dos bens consumidos nas estâncias turísticas, a falta de infra-estruturas condignas que facilitem tanto a implantação de investimentos no sector, como a promoção da prática do turismo para nacionais e estrangeiros.
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