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Se a Grécia não cumprir as reformas estruturais a que se comprometeu, poderá chegar a 2020 com o mesmo nível de dívida, ou seja, 160% do PIB, de acordo com o estudo do FMI.
Os detentores de obrigações gregas aceitaram perdoar 53,5% do valor nominal da dívida e trocar estes títulos por novas obrigações, que pagarão uma taxa de cupão de 2% nos primeiros dois anos e 4% nos anos seguintes.
Já o Banco Central Europeu (BCE) aceita distribuir os lucros que obtém com a negociação da dívida grega. O dinheiro será distribuído aos bancos centrais dos países do euro que, depois, irão canalizar o dinheiro para a Grécia. Nos últimos dois anos, o BCE gastou 38 mil milhões de euros em dívida grega e tem agora em carteira títulos avaliados em 50 mil milhões de euros.
Os governos do euro aceitaram ainda reduzir, pela segunda vez, as taxas de juro dos empréstimos à Grécia para um máximo de 1,5%, o que compara com os 2% actualmente em vigor para os três primeiros anos seguidos de taxas de 3% nos seguintes. É provável que, como aconteceu no passado, este precedente seja também aplicado às condições do empréstimo a Portugal e à Irlanda.
De acordo com a “Reuters”, grande parte do pacote de 130 mil milhões de euros será utilizada na troca de títulos de dívida com os investidores privados, no âmbito do perdão que estes aceitaram efectuar. Daquele valor, 23 mil milhões de euros serão utilizados para recapitalizar a banca grega.
No comunicado emitido após o final da reunião, o Eurogrupo sublinhou que são necessários “mais esforços” para a Grécia retomar o crescimento económico. “O Eurogrupo está plenamente consciente dos significativos esforços já feitos pelos cidadãos gregos, mas salienta também que são necessários mais esforços por parte da sociedade grega para fazer regressar a economia ao crescimento”, declararam os ministros em nota divulgada em Bruxelas.
Para garantir que o fracasso do primeiro resgate não se repita, a troika irá “reforçar” a sua presença na Grécia para o acompanhamento do segundo programa. O reforço da vigilância foi anunciado pelo presidente do Eurogrupo, Jean-Claude Juncker.
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