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Lucros da Aeroportos de Moçambique desaceleram 74% em 2011

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Lucros da Aeroportos de Moçambique desaceleram 74% em 2011
Lucros da Aeroportos de Moçambique desaceleram 74% em 2011

Face ao ano anterior.

Ainda em 2011, as vendas da empresa aumentaram 18.5%, mas o tráfego doméstico de passageiros nos aeroportos e aeródromos nacionais e o movimento de aeronaves tiveram uma realização aquém das expectativas.

O Resultado de Exploração da empresa Aeroportos de Moçambique, no ano passado, desacelerou 74% em comparação com os números o ano anterior, ao atingir 1 055 467 264,85 meticais. Trata-se de uma realização de apenas 44.2% face ao que tinha sido planificado.

A informação foi revelada, esta terça-feira, durante a apresentação do Relatório Anual de Controlo do Plano Económico e Social da empresa Aeroportos de Moçambique.

De acordo com relatório, em 2011, as vendas da Aeroportos de Moçambique cresceram menos do que o inicialmente planificado, com uma realização de 96%, ao atingir 1 055 467 264,85 meticais, um crescimento de 18.5% em relação a 2010.

O documento justifica que a queda dos Resultados de Exploração ficou a dever-se a elevados custos relativos às amortizações, que se situaram em 25%, bem como aos fornecimentos e serviços de terceiros, também em 25%.

Mas o não cumprimento das metas relativas ao ano de 2011 não pára por aqui: o tráfego doméstico de passageiros nos aeroportos e aeródromos nacionais foi de 1 536 811 pessoas, um cumprimento de 93.4%, representando uma queda de 3.1% em relação aos números de 2010; o movimento de aeronaves entre aterragens e descolagens foi de 60.333, uma realização de 96.8%, apesar de um aumento de 3.9% em relação a 2010.

De acordo, com o presidente do Conselho de Administração da Aeroportos de Moçambique, Manuel Veterano, a queda do tráfego de passageiros deve-se, essencialmente, as seguintes razões. “Penso que são dois fenómenos: o primeiro é que a companhia aérea nacional (Linhas Aéreas de Moçambique – LAM) não tem estado em bons momentos em termos de aeronaves que possui. Outro pode ser o custo (alto) das passagens aéreas. Mas também há outro fenómeno que pode ser considerado positivo, que é a ponte sobre o rio Zambeze, que está em melhores condições de utilizar o tráfego rodoviário”, sendo, por isso, um factor que aumenta a preferência pela via rodoviária, em detrimento da aérea.

No entanto, esta situação preocupa a administração da Aeroportos de Moçambique, na medida em que reduz as margens de retorno dos investimentos feitos pela empresa.

Segundo o Relatório Anual do Controlo do PES da empresa Aeroportos de Moçambique, em 2011, do total do tráfego de passageiros, 60.6% correspondem ao tráfego doméstico, 34.6% ao tráfego regional, 4.7% ao tráfego internacional e 0.1% ao tráfego não comercial.

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