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Quando Portugal assinou o memorando de entendimento com a troika, o valor necessário estimado para ajudar o país foi de 106 mil milhões de euros, mas a República recebeu apenas 78 mil milhões de euros de ajuda financeira externa...
O presidente da CIP - Confederação da Indústria, António Saraiva, defende que o Estado português deve pedir um segundo resgate “já este ano”.
Para António Saraiva, o Governo devia recorrer aos organismos internacionais “desejavelmente já este ano, porque a situação é de emergência”.
Sublinha ainda que, se o Governo não o fizer “num curtíssimo prazo, o país vai assistir a um conjunto de falências e ao aumento do desemprego”.
O representante da confederação patronal mencionou que, quando Portugal assinou o memorando de entendimento com a troika, o valor necessário estimado para ajudar o país foi de 106 mil milhões de euros. Mas como a República recebeu apenas 78 mil milhões de euros de ajuda financeira externa, “é este diferencial que falta na economia portuguesa”.
“Se não resolvermos esse problema, não vale a pena discutirmos leis laborais, porque não teremos empresas para validar as medidas que aqui vamos encontrando”, advertiu, no final de uma reunião em sede de concertação social, na qual foi ultimado o texto jurídico que serve de base à alteração do Código laboral em vigor.
O responsável disse ainda que “o memorando de entendimento com a troika foi assinado no pressuposto de que Portugal voltaria aos mercados no final de 2012”, uma eventualidade que António Saraiva admite duvidar.
“Os pressupostos com que assinámos o memorando de entendimento em Maio de 2011 estão substancialmente alterados”, frisou, acrescentando que “é a troika que tem de reavaliar a radiografia que fez e é a troika que, reavaliando a radiografia, vai definir uma terapia melhor que esta que definiu e que se vai revelar insuficiente”.
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