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Federações deverão parar de “mendigar” ao Governo

Corte do Fundo de Promoção Desportiva.

É mais um aperto de cinto para as federações desportivas nacionais, aliás, uma notícia que não agrada em nada aos inquilinos do Prédio Fonte Azul, numa altura em que são quase que rotineiros os pedidos de “socorro” por parte da Federação Moçambicana de Futebol (FMF), que, para além dos dez milhões de meticais que a FMF recebe do Fundo de Promoção Desportiva, tem estado a pedir apoio do Governo, sempre que tem uma missão pela frente.

O Fundo de Promoção Desportiva anunciou o corte de grande parte do apoio às federações desportivas nacionais, devido à crise de resultados que se regista quase que em todas as modalidades e, como forma de pressionar estas agremiações a criarem um modelo auto-sustentável, José Pereira, falando em representação do presidente do Fundo de Promoção Desportiva, disse ontem ao jornal O País que a Federação Moçambicana de Futebol deverá deixar de recorrer ao apoio do Governo para levar a cabo a concretização das suas actividades: “Nós estamos habituados, desde há tempos, a recorrer sempre a um ‘governo Papá’. Já tivemos várias situações, não só da FMF, mas também de outras federações a fazerem pedidos ao Fundo de Promoção Desportiva, mesmo depois de terem o seu bolo orçamental. Estamos a reorganizar-nos e a medida do corte de parte do nosso apoio vai ser um grande catalizador para as federações correrem atrás de projectos através dos seus próprios meios”, esclareceu Pereira.

O dirigente reforçou ainda que o Governo irá investir grande parte do Fundo de Apoio às federações em projectos de massificação do desporto a nível de escolas e concentrações infantis, como forma de descobrir, incentivar e promover talentos.

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