Polémica no futsal.
Afinal a Federação Moçambicana de Futebol dispensou os atletas da selecção de futsal para a partida contra o Marrocos, ao contrário do que o secretário-geral havia dito. A comissão dos atletas enviou ao “O País” a carta que confirma a dispensa dos jogadores e, ainda, um documento em que manifesta o seu agastamento com a FMF.
Esta carta vem desmentir informações prestadas pelo secretário-geral da Federação Moçambicana de Futebol, Filipe Johane, segundo as quais a FMF tentou negociar com o grupo de atletas, no sentido de compreenderem a falta de condições em que a FMF se encontrava, mas que os jogadores não quiseram compreender: “Nós conversámos com os atletas, e não houve promessa nenhuma de ‘pocket money’. Houve, sim, a promessa de prémio de qualificação, caso se concretizasse, que era de cerca de mil dólares para cada atleta. Surpreende-me por que, hoje, os atletas vêm a público dizer que prometemos ‘pocket money’. Estamos numa altura em que a Federação está em crise e fizemos perceber aos atletas que quem não quisesse alinhar com as nossas condições, podia afastar-se do grupo, e grande parte dos atletas não fez parte do jogo.”
Três dias depois destas declarações, o grupo de atletas que supostamente teria boicotado o jogo contra Marrocos devido à falta de “pocket money” desmente, através do comunicado exibido nesta página, que se teria eximido de participar no confronto, segundo explica uma das passagens do documento: “A verdade é que não houve nenhum boicote por parte dos atletas, mas sim uma reunião marcada por estes membros, na qual a Comissão Nacional de Futsal esclareceu que, enquanto os singulares que tomaram as rédeas desta entidade estiverem em frente dos destinos da mesma, não haveria, de forma alguma, direito de ajudas de custo para nenhum atleta”.





Comentários