“Operação Zimbabwe”.
Simão e Miro treinaram com tamanha normalidade, como se nada tivesse acontecido. O jornal “O País” soube de fonte do departamento clínico da selecção nacional que, estranhamento, os atletas apresentaram-se junto à equipa de trabalho com atestados médicos, alegando um problema de saúde.
Estranhas ou não as doenças dos dois atletas, há questões lógicas que não passariam pelas gargantas de milhões de moçambicanos que, dia após dia, torcem e perdem sono por esta selecção. Ora vejamos, estando Miro e Simão de regresso a Moçambique, vindos de Alexandria, numa delegação que é também composta pelo corpo médico, como é que se explica o desmembramento dos dois atletas da selecção para curar as suas dores?
Como se explica este reenquadramento destes dois atletas, que não comunicaram à selecção sobre o seu mau estado de saúde, e aparecem com atestados médicos? Que papel tem a Federação Moçambicana de Futebol (FMF) para com casos destes?
São aspectos comportamentais que, apesar do olhar inofensivo da FMF, frustram cada vez mais milhões de moçambicanos que já vêm queixando-se da baixa qualidade que o nosso futebol ostenta.
Já Dominguez, jogador a evoluir na África do Sul, que na semana passada não respondeu positivamente ao chamamento da nação para representar a selecção no jogo contra o Egipto, alegando cansaço, justificou ontem a sua ausência, alegando assuntos de índole pessoal. Questionado sobre o suposto cansaço, Dominguez preferiu não comentar sobre o assunto.
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