Baka e Miguel Xabindza
Em duas noites, em casas distintas, Baka e Miguel Xabindza unem-se em prol da boa música. Já participaram em diversos projectos em separado, mas desta vez estes dois artistas vão emprestar seu charme artístico ao mesmo palco.
Na onda das noites de jazz-live que têm lugar todas as sextas-feiras no palco do restaurante Sheik - sob batuta de Ruy Santos -, Baka e Miguel Xabindza vão tocar 14 temas que enformam o novo projecto por eles concebido. Não deram voltas em papéis e discursos para esta concepção, e apostaram de imediato no acústico. “A música acústica vem da alma”, diria Baka, que também faz parte do projecto Poetas d’alma.
“Meu jardim”, “Mungano”, Totse ti tchintchile” são alguns temas a ser apresentados este fim-de-semana por aqueles artistas, hoje, no Sheik, e amanhã no sítio de costume, Gil Vicente.
Esta dupla vai ainda contar com os préstimos de Samito na percussão, Adérito no baixo, Teddy no teclado, o próprio Baka na voz e teclado, bem como Xabindza na guitarra e voz. Aliás, duas dóceis vozes femininas integram também o projecto: Kátia e Cídia, nos coros.
Num dedo de conversa com o autor destas linhas, Baka disse que “vamos apresentar um repertório de 14 temas, dividido ao meio. Isto é, sete músicas do Xabindza e outra metade minha”.
“Só para citar alguns temas conhecidos pelos nossos fãs, vamos tocar ‘Tsama’, o popular ‘Subarubaru’, ‘Fole’, ‘Katekissa’, entre outros temas”, disse Baka, para depois acrescentar que “será um desafio para nós tocar em dois concertos consecutivos numa só cidade, visto que Maputo é pequeno. mas prometemos fazer dois shows que irão valer à pena. Sexta-feira, às 22h30, estaremos no Sheik, e sábado, às 18h30, estaremos no Gil Vicente”.
Mais adiante, o nosso interlocutor disse que se tratava de um concerto denominado “unpluged café concerto”, porque será numa hora em que as pessoas poderão ouvir e perceber com mais atenção as criações destes dois artistas.
Porém, Baka aproveitou a ocasião para lamentar o facto de algumas pessoas se fazerem aos espectáculos ébrias, daí que algumas vezes atrapalham a performance do artista, como também a atenção de quem vai para entender o que se está a tocar.
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