Artistas consagrados participam na festa
A protecção dos direitos de autor e o combate à pirataria são as grandes apostas do Governo na presente edição do Festival Nacional de Cultura, que decorre em Chimoio. Artistas consagrados das mais distintas disciplinas culturais participam em massa no certame.
Elevada à categoria de cidade a 13 de Julho de 1969, a então Vila Pery, actual Chimoio, nome que deriva de um clã local, o clã Moyo, veste o estatuto de capital cultural, até domingo. É assim que a euforia é o denominador comum, levando a enchentes aos locais onde os artistas se apresentam. Não há motivos para inveja, afinal de contas, a pacata cidade, ora garrida, espalha alegria em todos os cantos, por ocasião da fase final do VI Festival Nacional de Cultura.
Neste momento, a festa passou à alçada dos artistas. Para além dos que se exibirão no certame, estão também presentes artistas nacionais de renome. estamos a falar do jazz-man Moreira Chonguiça, Hortêncio Langa, José Mucavel, a coreógrafa e bailarina Maria Helena Pinto, a coreógrafa e professora Maria Luísa Mugalela, a actriz de teatro Lucrécia Paco, os escritores Pedro Chissano, Adelino Timóteo, entre outros, que para além de se inspirarem nas várias manifestações artísticas levadas a Manica por artistas de todas as províncias nacionais.
Em locais como o campo 25 de Junho, Textáfrica, entre outros, já há movimento de grupos de música, dança e teatro, complementados por feiras do livro, do disco e de artesanato.
O VI Festival Nacional é o segundo que se realiza em moldes multidisciplinares, juntando todo um potencial de música ligeira e tradicional, literatura, dança, teatro, cinema, artes plásticas, artesanato, moda e gastronomia. Esta festa estende-se a outros pontos da província de Manica, nomeadamente, vila-sede do distrito com o mesmo nome, Gondola e Sussundenga.
De salientar que o evento conta com a participação de milhares de pessoas, entre artistas, técnicos e o público em geral, com destaque para as delegações provenientes das outras 10 províncias do país.
Guebuza elege pirataria como mal a abater
No acto inaugural do festival, que contou com a presença de mais de duas mil pessoas, o Presidente da República, Armando Guebuza, referiu que a área de protecção dos direitos de autor e combate à pirataria - uma prática que não só lesa o criador, como também o empresário e o Estado - deve merecer a atenção do Governo, pois também corrói o nome de Moçambique além-fronteiras.
Guebuza, que falava à margem da abertura do certame, que nesta edição decorre sob o lema “Celebrando 2010 - Ano Internacional de Aproximação de Culturas”, desafiou os agentes da cultura a, através das artes e cultura, gerarem benefícios para o bem-estar dos criadores nacionais e para o crescimento da contribuição do sector artístico no Produto Interno Bruto (PIB).
Guebuza referiu ainda que o potencial da indústria criativa poderá trazer mais postos de trabalho e, dessa forma, integrar mais cidadãos na dinamização da economia nacional.
Em jeito de aula de sapiência, o Chefe do Estado afirmou que, para se lograr esse feito, há que enfrentar e superar alguns desafios. Foi assim que Armando Guebuza vincou a necessidade e convicção de que o potencial das indústrias culturais pode gerar benefícios, formação de quadros para a gestão e promoção das indústrias culturais e da produção artística. Referiu-se ainda à necessidade de reforço das parcerias entre o Estado, sector privado e artistas para a implementação da legislação e políticas aprovadas para os diferentes sub-sectores da cultura.
Ainda na sua intervenção, Guebuza disse que o povo é detentor de um grande potencial artístico-cultural, expresso através da música, dança, literatura, indústria fonográfica e cinematográfica, bem como por via de edição de jornais, revistas, bem como outras publicações e formas criativas que o génio moçambicano é capaz de realizar.
O Chefe do Estado salientou que este festival vai permitir a troca de conhecimento entre os participantes e o público em geral, ao mesmo tempo que é uma oportunidade para promover o diálogo entre o conhecimento milenar do povo moçambicano e as criações mais recentes do mesmo.













