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“A Poeira e o Vento” no Dockanema

Festival do filme documentário.

No âmbito do Dockanema, hoje serão exibidos no Centro Cultural Franco-Moçambicano os filmes “A Poeira e o Vento”, “São Silvestre”, “Kolá San Juan e Festa Di Kau Berdi”(exibições marcadas para as 16h00). no mesmo local, às 18h00, será exibido o filme “South of The Border”

Decorre, em Maputo, a 7º edicão do festival do filme documentário-Dockanema, sessão de cinema que, na sua programação anual, promove uma série de seminários, workshops e painéis, como forma de estimular o debate em torno de assuntos pertinentes à arte e técnica da produção do cinema documentário. O foco do festival é a exibição de filmes e documentários produzidos em Moçambique e fora do país. Este ano, o festival abriu com a exibição em ante-estreia mundial de “Vovós da Guerrilha”, da realizadora holandesa Ike Bertels, em cerimónia presidida pelo ministro da Cultura, Armando Artur.

Numa verdadeira odisseia, que percorre a história de Moçambique desde o seu período de independência, até à actualidade, o filme de Ike Bertels encerra uma trilogia iniciada em 1984, com “Mulheres da Guerra”, e continuada em 1994, com o documentário “Pensão de Guerrilha”. O testemunho de Mónica, Maria e Amélia, as três protagonistas da trilogia, representa um património audiovisual único, que estabelece uma ponte para realidade histórica e social de Moçambique das últimas quatro décadas. Repleto de imagens e declarações apaixonantes, o filme “Vovós da Guerrilha” promete captar a atenção e a simpatia do público moçambicano, que, ao longo do festival, poderá tomar contacto com a trilogia completa da autora, através do ciclo Ike Bertels. Para a realizadora, o facto de o filme ter tido a sua ante-estreia mundial em Moçambique representou “o reconhecimento do seu trabalho” por parte do público moçambicano. “É um orgulho para mim realizar a ante-estreia do filme aqui em Moçambique”, regozijou-se lke Bertels.

Presente na cerimónia de abertura do festival que teve lugar no Centro Cultural da Universidade Eduardo Mondlane, o ministro da cultura, Armando Artur, sublinhou a relação de Moçambique com o cinema documentário, considerando “uma ferramenta de estudo e de análise que se afigura imprescindível para a compreensão da herança cultural” do país. O ministro referiu ainda que o Dockanema é “uma iniciativa de mérito, que eleva o nome de Moçambique à escala mundial”. O governante teceu elogios ao facto do festival possibilitar ao público moçambicano “o contacto com a realidade nacional e internacional da produção do cinema documentário. Desde a sua primeira edição, foram apresentados nas telas do Dockanema cerca de quinhentos filmes, entre os quais mais de uma centena de produções nacionais ou referentes a Moçambique”.

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