Funeral do fotojornalista.
Aos 72 anos, Kok Nam morreu vítima de doença. Figura dos momentos decisivos da actividade no país, da época colonial ao multipartidarismo, passando pelo período revolucionário pós-independência. Nam encontrava-se doente há vários meses, tendo recebido tratamento em Portugal e regressado a Moçambique em Dezembro passado.
Filho de imigrantes camponeses da província chinesa de Cantão, Kok, como era conhecido, passou pelos quadros do “Diário de Moçambique” e da “Voz Africana”, órgãos que na década de 1960 tentavam furar o muro de silêncio colonial, e, mais tarde, esteve na fundação da revista “Tempo”, publicação rebelde, inconformista e escola de uma geração de jornalistas.
Como fotógrafo, permaneceu na “Tempo” durante o período revolucionário, dominado pelo partido único, a Frelimo, e foi em sua casa que, em 1990, foi redigido o manuscrito do documento “O direito do povo à informação”, exigindo a liberdade de imprensa como um direito constitucional.




Comentários