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“Vivemos numa crise de leitura”

Lançamentos de livros.

“Os lançamentos de livros devem ser momentos de convívio social e de discussão de ideias”, defende o director da Escola de Comunicação e Artes da Universidade Eduardo Mondlane.

As cerimónias de lançamento de livros são sempre iguais, é tempo de inovar e torná-las mais atractivas, é este o ponto central apontado por Nataniel Ngomane.

citando Mia Couto, o académico propõe que “este tipo de encontros devia ser de convívio entre as pessoas, devia ser para estabelecer novos contactos, momentos para desviar sonhos, estabelecer projectos, discutir novos rumos da cultura, nossa vida (…) depois de um dia intenso de trabalho’’, aponta.

Ngomane colocou a sua posição no lançamento de duas obras: “Mutxukumetiwa”, da autoria de Rei do Gado; e Estatuto e Focalização: Modalidades Técnico-narrativas Propensas à Expressão de Ideologias em Godido, de João Dias, e  Portagem, de Orlando Mendes”, do docente Aurélio Cuna.

Ao director da ECA coube a responsabilidade de apresentar a obra de Aurélio Cuna, mas não fê-lo e argumentou: “Não vou apresentar o livro no sentido mais ortodoxo, porque quero que vocês(presentes na cerimónia) o leiam. nós vivemos numa crise de leitura, as pessoas não lêem, não têm apetência para ler, mais facilmente vão buscar na internet, fazem cópias, plágios (…) não quero contribuir para maiores índices de iliteracia”.

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