
Arranque do Festival Nacional da Cultura.
A razão da escolha do lema foi exaustivamente explicado pelo chefe do estado no seu discurso “ O lema escolhido para este evento, apresenta - se como uma saudação especial aos vinte anos da paz e reconciliação na nação moçambicana, foi na nossa convivência, conhecimento mútuo, solidariedade e o respeito pela vida humana, valores intrínsecos à nossa rica cultura na sua diversidade que promovemos e sustentamos uma reconciliação exemplar e temos sido capazes de manter um clima de paz e harmonia social no seio da sociedade moçambicana e é este clima de paz que propicia o desabrochar de toda uma paridade de criadores que levaram as nossas artes e cultura a ganharem força nesta Pérola do Índico e no mundo. Na verdade com paz estamos a dar livre expressão a nossa criatividade e aprofundar a cultura de paz “ Referiu Armando Guebuza, aos espectadores e artistas que participam do festival.
Na cerimónia de abertura a In - Sitwite foi a arte de destaque no estádio 25 de Setembro, local escolhido para o arranque do festival. A dança foi executada por oitocentos bailarinos que vinham sendo preparados há mais de dois meses pela conceituda coreógrafa moçambicana Perola Jaime. Em breve contacto com a nossa reportagem Pérola Jaime disse tratar-se de uma dança originária do interior de Nampula que era executada apenas por homens em cerimónias de ritos de iniciação, que no entanto, para abertura do festival preferiu integrar mulheres em maior número tendo sido quinhentas e trezentos homens o que terminou num “maravilhoso trabalho” Segundo o comentário do chefe do estado na sua mensagem de abertura do festival. Para além deste momento houve igualmente o desfile das delegações dos artistas das onze províncias do país que foram encabeçadas pelos directores provinciais de cultura. Foi um momento de grande animação, onde cada província procurou exibir as suas potencialidades artísticas. O festival cujos preparativos tiveram início em Fevereiro conta com a participação de alguns países convidados, como é caso de África do Sul e Zâmbia, e cidadãos Japoneses a prestarem trabalho voluntário em Nampula.
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