Neste livro, porém, não há traumas, mas antes lições positivas, transmitidas através de uma lista de 100 filmes, divididos por 20 categorias, como ‘Filmes para ser melhor amante’, ‘Reflectir sobre o além’, ‘Adquirir consciência política’, ‘Deixar de ser homofóbico’ ou ‘Voltar a acreditar no amor’.
Os livros de auto-ajuda proliferam no mercado editorial. Meio mundo quer salvar o outro meio. Se a isto juntarmos os livros com listas de sugestões sobre que fazer antes de morrer ou quais os CD a ouvir antes dos 50 anos, assim nascem 100 filmes que podem Mudar a sua vida: o livro de auto-ajuda de Hollywood, da Oficina do Livro, editora que desafiou Rui Pedro Tendinha para este projecto.
“A ideia era fazer um livro com filmes que servissem como inspiração emocional. Pensei: ‘Por que não ser alguém que tem o toque de Midas da auto-ajuda através dos filmes?’”, explicou o autor – não negando a vontade de desmistificar “a seriedade dos livros de auto-ajuda” –, mas acrescentando que “o cinema pode ajudar as pessoas”. Algumas, pelo menos. É que Rui Pedro Tendinha, 42 anos, jornalista de cinema, diz que, no seu caso, foi o oposto: “O cinema deu cabo da minha vida”. É o que acontece quando, desde criança, se vê nos filmes um prazer maior do que a vida. “Vivo encafuado numa sala de cinema, preso ao vício de ver filmes. Em criança passava mais tempo com os VHS do que com uma bola de futebol”. Pelo meio, diz, o cinema ainda foi “responsável por um divórcio. Traumas do Kramer Contra Kramer”, remata.




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